Cultura
Viva Maria homenageia Elis Regina 44 anos após sua morte
Cultura
Há exatos 44 anos, na manhã de uma terça- feira, por volta das 11:45, nosso país foi surpreendido por uma das noticias mais tristes e marcantes da história da nossa cultura! Um dia sem poente, onde até o sol se recusou a se despedir de uma jornada marcada pela dor da perda de uma vida que não podia se acabar!
ELIS Regina morreu! Elis Regina morreu!
Em edição extraordinária todos os meios de comunicação anunciavam a perda de uma das maiores intérpretes que esse Brasil já conheceu! Por toda parte, como num grito parado no ar ,sua música se misturava às lagrimas de seus fãs .A comoção nacional foi tamanha que dificilmente a gente vai esquecer onde e o que estávamos fazendo naquele 19 de janeiro de 1982! Viva Maria se preparava para entrar no ar! E foi aos prantos, quase sem voz, que acompanhamos a multidão que por mais de 19 horas velou o corpo de Elis desde sua saída do Instituto Medico Legal, em São Paulo até o Teatro dos Bandeirantes onde recebeu homenagens e, finalmente sua chegada para o último adeus no Cemitério do Morumbi!
Elis vive e por isso vai nos guiar numa breve travessia do tempo desde sua estreia nos palcos da vida!
Nossa “Pimentinha” como também era conhecida, estreiou no programa infantil Clube do Guri, na Rádio Farroupilha, e já aos 13 era reconhecida como uma das melhores vozes do rádio gaúcho.
Mas foi em abril de 1965, aos 20 anos, que o Brasil descobriu a Elis verdade. No I Festival da Música Popular Brasileira, promovido pela TV Excelsior, ela venceu com “Arrastão”, de Edu Lobo e Vinicius de Moraes, em uma interpretação carregada de emoção e personalidade que mudaria os rumos da música popular no país.
Ali, não nasceu só uma campeã.
Nascia uma intérprete que mudaria a forma de cantar no Brasil.
• O gesto, A voz, A emoção.
• Tudo era novo.
• Tudo era Elis.
Ainda em 1965, sua voz já se impunha como uma das mais influentes da MPB, especialmente ao lado de Jair Rodrigues no programa O Fino da Bossa, que naquele mesmo ano se tornaria um verdadeiro fenômeno de público e de imaginação coletiva.
Elis foi apelidada de “Pimentinha” e, às vezes, de “furacão”, por seu temperamento intenso, pela maneira como vivia a música e pela entrega total no palco — um corpo inteiro a serviço de cada canção.
Na década de 1970, Elis gravou alguns de seus trabalhos mais emblemáticos. No espetáculo e álbum Falso Brilhante (1976), ela apresentou ao grande público nomes como Belchior, com “Como Nossos Pais”, e consolidou seu papel de descobridora e defensora de compositores que ainda não tinham espaço no circuito comercial.
O encontro com Tom Jobim, em 1974, no disco Elis & Tom, gravado em Los Angeles, é um dos registros mais celebrados da música brasileira. Ali, sua voz encontrou uma sofisticação e intimidade que atravessam gerações.
Elis também foi voz de resistência e sentimento em tempos difíceis. Sua interpretação de “O Bêbado e a Equilibrista”, de João Bosco e Aldir Blanc, em 1979, se tornou um símbolo de esperança no momento em que o país vivia o final da ditadura militar, sendo chamada de “Hino da Anistia”.
E entre as canções que Elis transformou em verdade cantada, há uma que conversa diretamente com a alma do Viva Maria e com a história afetiva de tantas mulheres brasileiras. “Maria, Maria”, de Milton Nascimento e Fernando Brant.
Aquela Maria era também Elis.
Mulher em um meio dominado por homens.
Artista numa indústria que queria moldar, controlar, domesticar.
Cidadã num país sob vigilância e censura.Elis brigava por repertório.
Exigia arranjos melhores.
Defendia seus compositores.
E pagou preço por isso.
Mas nunca abriu mão da verdade.
Ao longo de sua carreira, ela transitou por gêneros como samba, bossa nova, jazz e MPB; e foi intérprete de grandes clássicos como “Madalena”, “Águas de Março”, “Atrás da Porta” e “Romaria”, deixando uma discografia vasta e rica em sensibilidade e técnica.
Elis foi também protagonista de espetáculos inovadores no país, como Falso Brilhante, Transversal do Tempo e Saudade do Brasil, que ampliaram o conceito de show como acontecimento artístico.
No plano pessoal, teve três filhos:
João Marcelo Bôscoli, com o Ronaldo Bôscoli;
Pedro Camargo Mariano;e Maria Rita, com o pianista e arranjador César Camargo Mariano — que também marcam presença no cenário musical brasileiro.
E em meio a tantos especials ao longo dos 44 janeiros que nos separam do dia em que ela partiu no Trem azul da saudade eterna encerramos esse nosso viva maria de hoje relembrando Elis na voz dor o cantor e compositor João Bosco que em 18 de janeiro de 1985, no programa “Viva Maria – Especial Elis Regina, três anos de saudade”, falou da falta que todos nós sentimos até hoje de Elis bem como do silêncio que ela deixou na história da nossa música.
•Elis Regina. Presente!

Cultura
Rodoviária de Belo Horizonte agora faz parte do Circuito Liberdade
A Rodoviária de Belo Horizonte agora faz parte do Circuito Liberdade. Nesta terça-feira (14), a Fundação Clóvis Salgado, que gerencia o circuito, e a concessionária Terminais BH, que administra a rodoviária, anunciaram a parceria e assinaram um convênio.

Com uma movimentação média de 20 mil pessoas por dia e cerca de 600 mil por ano, a Rodoviária de Belo Horizonte é um dos pontos de maior circulação de pessoas do estado e principal ponto de chegada de turistas e visitantes de Minas. O prédio, que neste ano celebra 55 anos de inauguração, é tombado pelo patrimônio histórico e artístico estadual. Com a parceria, será mais um espaço de atrações e atividades artísticas e culturais, explica Lucas Amorim, coordenador-executivo do Circuito Liberdade:
“Quando a gente fala da rodoviária, a gente está falando de um fluxo gigantesco de visitantes. Então, vai ser o nosso cartão de visitas para todo esse ecossistema de cultura e turismo que a gente tem na cidade. Então, de forma objetiva, nesse primeiro momento, ações de promoção, pra gente difundir o Circuito Liberdade e todo esse ecossistema, e, na sequência, a gente vai potencializar as ações culturais aqui no espaço, como, por exemplo, o cinema, espetáculos teatrais, exposições de artes visuais e tudo mais que a gente conseguir capitanear com toda essa rede de equipamentos culturais que integram o Circuito Liberdade. O Cine Cardume ocorre toda sexta-feira, as exibições de cinema, de curta-metragem, são gratuitas. Então, de imediato, para se qualificar a rodoviária como espaço cultural integrante, é o que já tinha de cultural ocorrendo aqui, que são essas exibições de cinema. Mas a tendência é a gente ir ampliando cada vez mais essas ações, mas, nesse primeiro momento, o foco mesmo é na promoção cultural dos equipamentos do circuito.”
Para a diretora executiva da Terminais BH, Vanessa Costa, a rodoviária pode ser mais do que um local de embarque e desembarque:
“A gente espera até que o fluxo aumente, e não de passageiros, mas de usuário. Porque o passageiro é aquele que vem com o propósito de pegar um ônibus ou que está desembarcando aqui. E o nosso propósito vai muito além, de a gente atender usuários, população do entorno, para que vejam a rodoviária como, além de um equipamento para partidas e chegadas, um espaço de arte, cultura, para que ele possa ter uma experiência diferenciada ou enquanto aguarda a sua viagem ou então mesmo para conhecer uma parte do que é o Circuito Liberdade. Eu costumo dizer que a gente que é daqui de Belo Horizonte, muitas vezes, a gente não tem ideia da dimensão e da quantidade de programas que a gente tem culturais pra gente usufruir. Um dos nossos objetivos também é mostrar isso para quem chega, para quem está aqui, o tanto que nós somos ricos nessa parte cultural.”
Obras
Ainda segundo a diretora, uma série de obras no terminal devem ser concluídas até o fim do ano e melhorar a estrutura para receber os usuários:
“Nós estamos finalizando a parte da impermeabilização, que era uma situação crítica aqui no terminal, em razão do tempo de existência dele, o terminal tem 55 anos. E isso traz um conforto maior para o usuário, porque, no passado, nos momentos de chuva, a gente tinha muita infiltração. Além de desconfortável, acabava sendo até perigoso de escorregar, tomar uma queda. Recuperação estrutural, a gente já avançou muito e já estamos na parte de conclusão também. Recuperação da pavimentação lá das plataformas de embarque, dos portões de entrada e saída dos ônibus. Essas são as últimas entregas que a gente faz este ano. E, depois, nós vamos ter os reinvestimentos, que, na verdade, seria a manutenção de toda a estrutura.”
Sobre o Circuito Liberdade, além dos museus e centros culturais na Praça da Liberdade, outros equipamentos culturais no perímetro da Avenida do Contorno, na Avenida Afonso Pena e no centro da cidade foram integrados desde 2020, totalizando mais de 60 atrações. A lista dos locais com a programação e agenda de eventos estão disponíveis na página www.circuitoliberdade.com.br.
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