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Agronegócio forte garante avanço do PIB no terceiro trimestre de 25

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A agropecuária voltou a mostrar fôlego e manteve sua posição de protagonista na economia brasileira. Dados divulgados nesta quinta-feira (04.12), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o setor avançou 0,4% no terceiro trimestre em relação ao período imediatamente anterior. Frente ao mesmo trimestre de 2024, o salto foi ainda mais robusto: 10,1%.

O desempenho positivo foi impulsionado por duas frentes. De um lado, a pecuária manteve ritmo firme ao longo do ano. De outro — e com peso decisivo — as lavouras aceleraram.

Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), culturas estratégicas apresentaram aumentos significativos de produção e produtividade no trimestre, com destaque para milho (+23,5%), laranja (+13,5%), algodão (+10,6%) e trigo (+4,5%). O conjunto desses resultados reforça o papel do campo como amortecedor da economia em momentos de desaceleração geral.

Mesmo com a força da agropecuária, o Produto Interno Bruto (PIB) do país como um todo variou apenas 0,1% no mesmo intervalo — reflexo de estabilidade nos serviços (+0,1%) e avanço moderado da indústria (+0,8%). Ainda assim, o bom ciclo agrícola ajudou a evitar um resultado mais fraco e manteve o ritmo de expansão da atividade econômica brasileira.

O PIB totalizou R$ 3,2 trilhões no terceiro trimestre, sendo R$ 2,8 trilhões referentes ao Valor Adicionado e R$ 449,3 bilhões aos Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios. Na comparação anual, a economia cresceu 1,8%, com contribuição relevante não só da agropecuária, mas também da indústria (+1,7%) e dos serviços (+1,3%).

Em mais um trimestre de recuperação do país, o campo volta a confirmar seu papel: produtividade crescente, tecnologia aplicada e diversificação das lavouras continuam sendo motores essenciais para sustentar o crescimento e equilibrar o desempenho econômico brasileiro.

Fonte: Pensar Agro

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Usina transforma dejetos suínos em combustível e abre nova frente de renda no campo

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A geração de energia a partir de resíduos da produção animal começou a ganhar escala no Brasil com a entrada em operação da primeira usina de biometano da América Latina certificada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para uso de dejetos suínos. A planta está localizada em Campos Novos (350 km da capital, Florianópolis), no Meio-Oeste de Santa Catarina, uma das principais regiões produtoras de proteína animal do país.

O projeto recebeu cerca de R$ 65 milhões em investimentos e tem capacidade de produzir até 16 mil metros cúbicos de biometano por dia, combustível renovável que pode substituir o gás natural em aplicações industriais e veiculares. A iniciativa conecta geração de energia, tratamento de resíduos e renda adicional para produtores integrados à cadeia da suinocultura.

O Brasil abriga um dos maiores rebanhos suínos do mundo, com produção anual superior a 5 milhões de toneladas de carne, concentrada principalmente na região Sul. Esse volume gera uma quantidade significativa de resíduos, que historicamente representam passivo ambiental e custo de manejo. A conversão desses dejetos em biogás e, posteriormente, em biometano, muda essa lógica ao transformar resíduo em ativo econômico.

A usina opera com biodigestores do tipo CSTR, tecnologia que permite a decomposição controlada da matéria orgânica e a geração de biogás. Esse gás é então purificado por membranas até atingir pureza superior a 96%, padrão exigido para comercialização como biometano. A certificação da ANP garante rastreabilidade e viabiliza a inserção do produto no mercado formal de energia.

Além do combustível, o projeto gera subprodutos com valor comercial, como CO₂ de grau alimentício e biofertilizantes, ampliando o conceito de economia circular dentro da propriedade rural. Outro componente relevante é a emissão de créditos de descarbonização (CBios), que cria uma fonte adicional de receita atrelada à redução de emissões.

A iniciativa ocorre em um momento de expansão do mercado de biogás no país. O Brasil já conta com mais de 900 plantas em operação, segundo dados da Associação Brasileira do Biogás (ABiogás), mas a maior parte ainda voltada à geração elétrica. O biometano, por sua vez, representa uma etapa mais avançada da cadeia, com maior valor agregado e potencial de substituição de combustíveis fósseis.

Em Santa Catarina, a forte presença da suinocultura cria condições favoráveis para esse tipo de projeto. O estado é um dos principais produtores de suínos do país e concentra uma cadeia integrada, com cooperativas e agroindústrias estruturadas, o que facilita a coleta de resíduos e a viabilização econômica das usinas.

A expansão já está no radar. A empresa responsável projeta investimentos superiores a R$ 500 milhões no estado nos próximos anos, com novos projetos de biometano voltados ao aproveitamento de resíduos agropecuários.

Para o produtor rural, o modelo abre uma nova frente de receita e reduz custos ambientais. Ao integrar produção animal, geração de energia e fertilização do solo, o sistema cria um ciclo mais eficiente e sustentável, com impacto direto na rentabilidade da atividade.

O avanço do biometano indica uma tendência mais ampla no agronegócio brasileiro: a incorporação de energia à lógica produtiva. Assim como ocorreu com o etanol e o biodiesel, a geração de combustível a partir de resíduos deve ganhar espaço e se consolidar como mais um eixo de diversificação dentro da porteira.

Fonte: Pensar Agro

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