Saúde
Mutirão da Mulher do MS realiza 230 mil procedimentos no fim de semana
Saúde
Um mutirão nacional com cerca de mil hospitais e centros de saúde públicos e privados de todo o país realiza, neste fim semana, mais de 230 mil procedimentos de saúde, entre exames, consultas especializadas e cirurgias eletivas.

A ação prioriza o público feminino, no contexto do mês da mulher, e faz parte do programa Agora Tem Especialistas, lançado no ano passado pelo governo federal com a proposta de reduzir as filas de espera no Sistema Único de Saúde (SUS) para tratamentos de média e alta complexidade.
“Estamos fazendo maior mutirão da história do SUS, dedicado exclusivamente à saúde da mulher”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante visita ao Hospital Universitário de Brasília (HUB), na manhã deste sábado (21).
A unidade, vinculada à rede da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), é um das que participa do mutirão, com previsão de realizar 800 atendimentos ao longo do fim de semana.
Nos dois dias de atendimento, segundo o Ministério da Saúde, serão oferecidos, por exemplo, exames essenciais para o diagnóstico precoce de doenças e de tratamento, incluindo tomografias, ressonâncias magnéticas, ultrassonografias, exames oftalmológicos e auditivos, entre outros.
Além disso, de acordo com a pasta, estão agendadas cirurgias ginecológicas, como histerectomia, reconstrução mamária, retirada de tumor no útero e laqueadura. E cirurgias gerais, como catarata, tratamento cirúrgico de varizes e retirada de hérnia, de vesícula e de tumores na pele. Todas os procedimentos contam com apoio das secretarias estaduais e municipais de saúde, responsáveis pela regulação das pacientes que esperavam por atendimento especializado.
“As mulheres têm uma oportunidade de serem chamadas pela secretaria estadual ou pela secretaria municipal de saúde, aqueles que estão esperando pra fazer uma cirurgia para fazer um exame e que precisa estar dentro do hospital para fazer o procedimento. São aquelas que já estavam aguardando na fila”, explicou o ministro.
A estratégia do programa Agora Tem Especialista incluiu uma nova tabela de pagamentos do SUS, com aumento de até quatro vezes no valor dos repasses para cirurgias e exames e também a troca de dívidas tributárias de hospitais privados por atendimento especializado a pacientes do SUS. Por causa disso, segundo o ministro, o SUS bateu recorde de cirurgias em 2025, como mais de 14,7 milhões de procedimentos eletivos, aumento de 40% em relação a 2022.
A realização de mutirões periódicos também tem ajudado na redução da fila do SUS, que sofreu um aumento desde a pandemia, quando houve suspensão temporária de cirurgias eletivas e exames especializados, causando um represamento da demanda.
Prevenção
Entre os tratamentos oferecidos neste mutirão da saúde da mulher, está o implante de 3,8 mil unidades do Implanon, também conhecido como chip anticoncepcional. Trata-se de um moderno método contraceptivo subdérmico, que consiste em um bastão inserido sob a pele do antebraço, com alta eficácia e duração de até três anos. Na rede privada, o método pode custar até R$ 3 mil. No SUS, sai de graça.
“É uma demonstração de que no mês de março, o mês da mulher, elas não têm que ganhar somente presentes não, têm que ganhar dignidade”, afirmou Padilha.
Quatro anos de espera
A empregada doméstica Roseane Cunha, de 41 anos, foi uma das pacientes atendidas no HUB na manhã deste sábado. Era o fim de uma espera de cerca de quatro anos, quando ela descobriu uma deficiência auditiva.
“Hoje estou muito feliz, porque recebi meu aparelho e estou podendo ouvir melhor, o que é muito gratificante”, afirmou à Agência Brasil, pouco depois de receber o equipamento.
“Antes, eu escutava ruído, mas entendia pouco o que as pessoas falavam”, observou Roseane.
Além do aparelho, ela também recebeu o encaminhamento para uma necessária cirurgia no ouvido, que ainda será marcada.
Em outro bloco do hospital, um mutirão de atendimento oftalmológico exclusivo para mulheres com 40 anos realiza exames específicos como fundo de olho, pressão ocular, consultas com médico especialista e até mesmo a obtenção de óculos em uma ótica montada especialmente para as pacientes.
A roupeira Cristina Pereira Gonçalves, de 42 anos, que sentia já alguma dificuldade de enxergar de perto, decidiu comparecer ao atendimento e já saiu de lá com óculos e encaminhamento para cirurgia de pterígio, para remover uma membrana que cresce na lateral dos olhos e pode afetar a visão.
“Fiz vários exames, em várias etapas, nem em clínica tinha feito um tratamento mais aprofundado”, elogiou a trabalhadora.
Para o gerente de Atenção à Saúde do HUB, Rodolfo Lira, o dia de mobilização amplia o acesso da população a atendimentos e procedimentos em uma lógica de mobilização assistencial qualificada, organizada e resolutiva.
“Trata-se de uma iniciativa que fortalece o SUS ao concentrar esforços, integrar equipes multiprofissionais e otimizar a capacidade instalada dos hospitais universitários em benefício direto da população”.
Segundo o gestor, o HUB também oferece neste sábado procedimentos como remoção de lesões oncológicas (embolia de miomas) e sessões de radioterapia.
*Título da matéria alterado às 16h30 para correção de informação
Saúde
Instituições preparam orientações para reforçar pesquisas sobre vapes
O Instituto Nacional de Câncer (Inca), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e outras instituições de pesquisa trabalham em uma carta conjunta com recomendações e orientações para estudos sobre dispositivos eletrônicos para fumar (DEF), como cigarros eletrônicos, vapes e similares.

O documento será assinado pelo diretor-geral do Inca, Roberto Gil, pela vice-presidente adjunta de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz, Patricia Canto, e por representantes de universidades e instituições de pesquisa de todo o país.
As diretrizes foram debatidas nesta terça (14) e quarta-feira (15) no seminário Construindo uma Agenda de Pesquisa Prioritária sobre Dispositivos Eletrônicos para Fumar para o Brasil, no Rio de Janeiro.
Os pesquisadores partiram de um levantamento, realizado entre 2019 e março de 2025, que identificou 59 estudos sobre os impactos dos DEFs na literatura científica nacional.
As pesquisas analisadas abordam desde os danos à saúde humana até dados epidemiológicos sobre experimentação e uso, além de aspectos regulatórios e de políticas públicas.
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O diretor-geral do Inca afirmou que o seminário representou um esforço coletivo para identificar lacunas e prioridades de pesquisa sobre esses dispositivos.
“Queremos fortalecer a base científica que orienta as políticas públicas e ampliar a capacidade de resposta do País a esse desafio, que representa uma ameaça à saúde da população brasileira, sobretudo das novas gerações”, destacou Roberto Gil.
Pesquisadora e coordenadora substituta do Centro de Estudos sobre Tabaco e Saúde (Cetab/Fiocruz), Ana Paula Natividade disse que o encontro buscou organizar o conhecimento existente e apontar caminhos para novas investigações que fortaleçam a saúde pública.
“O avanço acelerado desses produtos e das estratégias da indústria do tabaco exige respostas científicas igualmente rápidas e coordenadas”.
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