Saúde
Paraná tem primeira morte por intoxicação de metanol
Saúde
A cidade de Foz do Iguaçu, no Paraná, registrou a primeira morte no estado por intoxicação de metanol após consumo de bebida alcoólica. É um homem de 55 anos. A identidade ainda não foi revelada.

Segundo informações da Secretaria de Saúde do Paraná, a vítima foi para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na cidade, na última terça-feira (14) e apresentava dor abdominal. O homem informou que havia consumido bebida alcoólica um dia antes. Exames feitos após a morte do paciente confirmaram a presença de metanol em seu organismo.
Investigação
As autoridades paranaenses investigam, ainda, a morte de um outro homem. Ele tinha 47 anos. Foi encontrado morto em sua casa e pode ter relação com o primeiro óbito anotado no estado.
O Paraná tem 22 notificações de suspeitas de intoxicação por ingestão de metanol. Desses, cinco casos foram confirmados, sendo uma morte. Há 14 descartados e dois suspeitos.
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Saúde
Instituições preparam orientações para reforçar pesquisas sobre vapes
O Instituto Nacional de Câncer (Inca), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e outras instituições de pesquisa trabalham em uma carta conjunta com recomendações e orientações para estudos sobre dispositivos eletrônicos para fumar (DEF), como cigarros eletrônicos, vapes e similares.

O documento será assinado pelo diretor-geral do Inca, Roberto Gil, pela vice-presidente adjunta de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz, Patricia Canto, e por representantes de universidades e instituições de pesquisa de todo o país.
As diretrizes foram debatidas nesta terça (14) e quarta-feira (15) no seminário Construindo uma Agenda de Pesquisa Prioritária sobre Dispositivos Eletrônicos para Fumar para o Brasil, no Rio de Janeiro.
Os pesquisadores partiram de um levantamento, realizado entre 2019 e março de 2025, que identificou 59 estudos sobre os impactos dos DEFs na literatura científica nacional.
As pesquisas analisadas abordam desde os danos à saúde humana até dados epidemiológicos sobre experimentação e uso, além de aspectos regulatórios e de políticas públicas.
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O diretor-geral do Inca afirmou que o seminário representou um esforço coletivo para identificar lacunas e prioridades de pesquisa sobre esses dispositivos.
“Queremos fortalecer a base científica que orienta as políticas públicas e ampliar a capacidade de resposta do País a esse desafio, que representa uma ameaça à saúde da população brasileira, sobretudo das novas gerações”, destacou Roberto Gil.
Pesquisadora e coordenadora substituta do Centro de Estudos sobre Tabaco e Saúde (Cetab/Fiocruz), Ana Paula Natividade disse que o encontro buscou organizar o conhecimento existente e apontar caminhos para novas investigações que fortaleçam a saúde pública.
“O avanço acelerado desses produtos e das estratégias da indústria do tabaco exige respostas científicas igualmente rápidas e coordenadas”.
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